Segunda, 15 de Junho de 2026
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Saúde Dourados

Prefeito de Dourados declara situação de emergência por causa do avanço de casos da Chikungunya

Cinco mortes já foram registradas na cidade e situação é crítica

28/03/2026 08h02
Por: Redação
Prefeito de Dourados declara situação de emergência por causa do avanço de casos da Chikungunya
O prefeito Marçal Filho (PSDB) decretou “Situação de Emergência nas áreas do Município de Dourados – MS afetadas por Doenças Infecciosas Virais”. O decreto foi publicado no final da tarde de ontem (27) em edição extraordinária do Diário Oficial do Município. A decisão destrava trâmites burocráticos e agiliza as ações de combate ao avanço epidemiológico da doença.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde entre os dias 03 e 26 de março já são 1.915 notificações, 1.455 casos prováveis, 785 casos confirmados, 900 casos em investigação, 39 internações de casos suspeitos/confirmados na área urbana e 
1.396 notificações, 539 casos em investigação, 629 casos confirmados, 1.168 casos prováveis, 07 internações, 428 casos com atendimento hospitalar e 05 
óbitos confirmados nos grupos vulneráveis (povos originários). 
 
Conforme o decreto, “a taxa de positividade é de 77.33% com registro de 05 óbitos causados pela arborvirose e que são necessárias as seguintes ações para o restabelecimento da normalidade: fortalecimento da assistência nas áreas de higiene coletiva, saneamento, assistência alimentar, social, econômica e de saúde coletiva”.
 
Em entrevista ao site Dourados News, o secretário municipal de saúde Márcio Grei DE Figueiredo disse que com parte dos pacientes chegando à próxima fase da doença, enquanto novos casos surgem, a perspectiva é de mais pressão em uma rede hospitalar que já possui uma alta taxa de ocupação de leitos e aumento no fluxo de atendimento das UBSs (Unidades Básicas de Saúde).
 
“O município de Dourados por ser sede de região, já sofre uma pressão na rotina dos leitos. A gente tem os leitos hospitalares com mais de 89%, 90% de ocupação. Com o advento da questão da Chikungunya, a pressão aumenta”, explicou o secretário. Ele acrescentou ainda: “entendemos que teremos aqui ainda mais 8 a 10 semanas de aumento de casos, então é preciso que a gente organize os nossos serviços, a nossa grade hospitalar, para que a gente consiga passar por isso atendendo as pessoas”.
 
Legenda:
 
Marçal em reunião recente com o médico infectologista Rivaldo Venâncio da Cunha, que acompanha a Força Nacional do SUS em Dourados nas ações contra a epidemia de chikungunya- Divulgação/Assecom
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