
A FENAPPF (Federação Nacional dos Policiais Penais Federais) aprovou por unanimidade a deflagração do estado de greve em todo o país. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (1º), durante Assembleia Geral Extraordinária realizada em Mato Grosso do Sul, e marca o início de uma mobilização que pode impactar o funcionamento do sistema penitenciário federal.
O movimento ocorre em resposta à falta de avanços do Governo Federal na criação do FUNCOC (Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas), considerado pela categoria essencial para garantir investimentos em estrutura, capacitação e valorização profissional.
Foto: divulgação
Segundo representantes da categoria, até o momento não houve apresentação de medidas concretas para a implementação do fundo. A situação gerou insatisfação entre os policiais penais federais, especialmente após a exclusão inicial da corporação das discussões sobre a criação do mecanismo.
A crise se intensificou após uma reunião realizada nesta quarta-feira no Ministério da Justiça e Segurança Pública entre representantes da FENAPPF e outras forças de segurança. O encontro terminou sem definição de encaminhamentos, o que aumentou a pressão dentro da categoria.
Nos bastidores, lideranças afirmam que o clima é de forte indignação. A possibilidade de uma paralisação nacional já é discutida e pode ocorrer a partir da próxima segunda-feira (6), caso o governo não apresente respostas consideradas satisfatórias.
De acordo com Renan Fonseca, presidente do SINPPF-MS (Sindicato dos Policiais Penais Federais em Mato Grosso do Sul), a mobilização é um recado direto ao governo.
“O governo só abriu diálogo após pressão intensa, mas segue sem solução. Não aceitaremos tratamento desigual. O estado de greve é um recado claro: ou há ação imediata, ou o sistema pode parar”, afirmou.
Caso a paralisação seja confirmada, a categoria prevê a suspensão total das atividades consideradas não essenciais e a redução de 50% nos serviços essenciais nos presídios federais.
A Polícia Penal Federal é considerada uma peça estratégica no enfrentamento ao crime organizado no país, atuando na custódia de detentos considerados de alta periculosidade. Com a mobilização em escala nacional, o impasse pode gerar impactos diretos no funcionamento das unidades prisionais federais e na segurança pública.
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